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16/04/2018 – Audiência Pública na Câmara Municipal de São Paulo discute Incentivos ao Teletrabalho (Homebased). (05/04/2018)

Segundo o Censo de 2010, mais de 6 milhões de trabalhadores, em sua maioria concentrados na Região Sudeste, levam até 2 horas no percurso entre a residência e o trabalho. Estima-se que o impacto dos longos deslocamentos sobre a economia dos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo tenha atingido R$ 44,8 bilhões, equivalente a 5,7% do PIB metropolitano. Só até outubro de 2017, o município tinha gasto, com subsídio da tarifa de transporte, mais de R$ 2,2 bilhões.

É sobre este cenário que a Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara Municipal de São Paulo realizará audiência pública, em 16/04 às 9:00 am, para debater políticas que incentivem às empresas a adotarem o chamado trabalho remoto, também conhecido como homebased ou homework.

O teletrabalho, ou homebased, pode ser definido como trabalho cujo gerenciamento é baseado em resultados, ao invés da presença física. E, neste sentido, tem crescido expressivamente o número de empresas que adotam políticas que permitem o trabalhador exercer sua função diretamente de sua casa.

O objetivo da audiência pública é debater ideias e soluções, trazidas por entidades empresariais, sobre como o setor público pode auxiliar na promoção e fomento ao teletrabalho. Uma das ideias é estender as políticas de incentivo para empresas que contratem funcionários que trabalhem de casa, remotamente, e morem nas regiões mais distantes do centro.

Hoje, a cidade de São Paulo não possui qualquer incentivo para que a empresa deixa seu funcionário trabalhando de casa. E, é esta realidade que a Câmara Municipal busca mudar.

Segundo o Vereador José Police Neto, que está a frente da iniciativa, “insistir na visão da instalação física das empresas nas regiões periféricas é continuar a enxergar a cidade com o olhar das décadas de 60 e 70, quando a política de geração de emprego era focada em criar “distritos industriais” com lotes subsidiados. Esse tempo ficou para trás. Hoje, incentivar a contratação nestas regiões através de teletrabalho reduz custos para empregado e empregador, diminui a necessidade de deslocamentos, amplia a oferta de mão de obra e ainda estimula economias locais para que os bairros-dormitório possam se tornar ativos ao longo de todo o dia”.

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