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03/03/2020 – Coronavírus, enchentes e Teletrabalho – Tudo a ver! (04/03/2020)

Por Cleo Carneiro *

Meus caros, estou aqui para falar de dois temas do momento – Coronavírus e enchentes-, que aparentemente não têm conexão, com o Teletrabalho, – mas têm tudo a ver com a adoção dessa prática.

Embora, felizmente, a doença provocada pelo Corona vírus ainda não tenha se proliferado fortemente na nossa terra, os riscos de contaminação estão cada vez mais presentes. Por outro lado, além das lamentáveis perdas humanas e materiais os efeitos danosos à mobilidade urbana causados pelas enchentes têm se refletido intensamente na dificuldade de acesso ao trabalho por parte das pessoas.

É nessa hora que o Teletrabalho desempenha um papel fundamental, concorrendo de maneira significativa no encaminhamento desses problemas.

Trabalhar em casa, com a ajuda da tecnologia, evita, e muito, os riscos de contaminação. Imaginem, por exemplo um ambiente de call center, onde a proximidade das pessoas é tal que a possibilidade de expansão de doenças, especialmente as respiratórias, como é o caso da corona vírus (e das demais) é total.

Por outro lado, o Teletrabalho, possibilita que as pessoas desenvolvam normalmente as suas atividades, sem necessidade de deslocamento. Esse não deslocamento, por outro lado também reduz exponencialmente os riscos de contaminação, não só do funcionário, mas, por tabela, de toda a família — uma viagem de metrô, por exemplo, traz um risco enorme nesse aspecto – Isso tudo, além de melhorar sua qualidade de vida e aumentar a sua produtividade.

Assim, as empresas podem – e devem -implantar, ainda que em bases emergenciais, o Teletrabalho, para se beneficiar da sua adoção.

Para tanto, seguem algumas dicas:

  • Orientem seus gestores e funcionários quanto aos seus papéis e responsabilidades no Teletrabalho – relação de confiança, estabelecimento de metas e atividades a serem executadas, orientação e suporte (não controle) permanentes.
  • Enquadrem as questões de tecnologia de modo a permitir o trabalho à distância – equipamentos, programas para acesso aos dados de trabalho e comunicação à distância, segurança da informação, etc.
  • Promovam a aderência das questões do contrato de trabalho às especificidades do Teletrabalho – controle de jornada, horas extras, aspectos ergonômicos etc.

Estão aí, então, as razões, bem como uma breve orientação para a implantação do Teletrabalho, para fazer face à situação emergencial com que se deparam as empresas e demais organizações.

Importante mencionar que essa se trata de uma solução emergencial.

Finalmente é fundamental mencionar que essa providência deve ser seguida de uma implantação, que contemple de maneira estruturada, todos os aspectos do Teletrabalho – envolvimento das pessoas, diagnósticos aprofundados de TI e Jurídico, estabelecimento de uma Política de Teletrabalho, Capacitação de gestores e teletrabalhadores, monitoramento e avaliação do processo.

Somente assim efeitos plenos e duradouros do Teletrabalho serão assegurados.

Mãos à obra, então! A experiência mostra que os resultados serão compensadores!

* Diretor de Relações Internacionais da SOBRATT – Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades e Diretor do GCONTT – Grupo de Consultoria em Teletrabalho

 

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