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14/05/2020 – Home office e digitalização serão os grandes legados da pandemia para o setor automotivo (14/05/2020)

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Conclusão é do Termômetro, pesquisa de AB em parceria com a Roland Berger com 522 profissionais

GIOVANNA RIATO, AB

Se é possível enxergar legados positivo da crise gerada pela pandemia de Covid-19 para o setor automotivo eles estão na ascensão do home office e na digitalização da indústria. Ao menos esta é a visão da maioria das pessoas entrevistadas para o Termômetro do Setor Automotivo, pesquisa mensal realizada por Automotive Business, em parceria com a Roland Berger, para medir a temperatura das empresas do segmento durante a pandemia.

No levantamento feito em abril, 51,3% dos respondentes disseram que a adoção de políticas de trabalho remoto será o principal legado da crise atual. Entre os entrevistados, 77,7% apontaram que a empresa em que trabalham adotou o home office neste momento de pandemia – um número bastante expressivo para um setor tão tradicional.

MAIS PRODUTIVIDADE NO TRABALHO REMOTO

“Este é um modelo interessante por trazer eficiência e qualidade de vida para os funcionários”, observa Marcus Ayres, sócio da Roland Berger. A impressão do especialista converge para a descrita pelos profissionais por setor: a maioria, 51,3% dizem que trabalhar de casa tem se traduzido em melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Parcela de 42,2% notaram aumento da produtividade no home office.

Por outro lado, parcela minoritária dos entrevistados diz sentir dificuldade de comunicação com os colegas por causa da distância física, complexidade, queda da produtividade e desorganização.





Ayres lembra que as impressões negativas também podem ser consequência da falta de preparação das empresas para trabalhar remotamente. “Muitos precisaram se adaptar no susto”, diz, citando que 53,7% dos respondentes do Termômetro do Setor Automotivo disseram que as empresas em que trabalham não tinham nenhuma política de home office até então.


 

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL ACELERADA

Assim, de forma involuntária, uma série de empresas do setor automotivo acelera a transformação digital na cultura corporativa e nos processos, lembra Ayres. Segundo o consultor, a flexibilização da jornada e o trabalho remoto vieram para ficar e devem permanecer, ao menos em parte, após a crise.

“Ainda que as empresas insistam, a tendência é que parte dos funcionários não aceitem voltar a regimes mais rígidos”, prevê. Ao lado do home office, o desenvolvimento de soluções digitalizadas aparece como o segundo grande legado que a atual crise deve deixar.


 

“Começamos a criar mais espaço para inovação, com uma cultura de autonomia dos profissionais e de agilidade na tomada de decisões”, resume.

Ayres avalia que a crise é severa, mas uma vez superada vai deixar empresas mais preparadas para conduzir localmente projetos de inovação, trabalhando de forma ágil e coerente com o digital, que ditará as regras da nova normalidade.

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