•  

      20_anos_SOBRATT  CERTIFICACAO   SEJA_UM_APOIADOR

13/06/2015 – TELETRABALHO ainda não explorado pelas Áreas Ambiental e Mobilidade Urbana no Brasil (13/06/2015)

TELETRABALHO AINDA NÃO  EXPLORADO PELAS ÁREAS AMBIENTAL E MOBILIDADE URBANA NO BRASIL
Olimpio de Melo Alvares Jr

Diretor na L'Avis Eco-Service

13 de jun de 2015

Difícil compreender por que a mídia especializada em meio ambiente e mobilidade sustentável aqui no Brasil jamais trata do tema "políticas de incentivo à adoção de Teletrabalho em empresas públicas e privadas". O não-transporte é, óbvia e simplesmente, um dos modos mais sustentáveis de transporte, ao lado da bicicleta e do "pé-dois" (expressão usada por minha avó). Nos EUA há leis, federal e estaduais, desde os anos 90, obrigando as empresas públicas a adotarem o Teletrabalho onde e quando possível, objetivando a redução da milhagem corporativa do transporte individual motorizado. A adoção é auditada pelas respectivas secretarias de gestão pública dos governos. Trata-se, portanto, de estratégia ambiental levada a sério naquele país - e em muitos outros que acordaram para os multi-benefícios do trabalho a distância.

No Brasil, muitas empresas privadas já contam com essa estratégia para aumento da produtividade, redução de custos e até para melhor enfrentar as crises da falta d`água e energia elétrica. Mas o setor público ainda não foi devidamente contagiado por uma política ambiental e administrativa suficientemente clara - salvo algumas honrosas e surpreendentes exceções, contadas nos dedos da mão. É o caso do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), que acaba de aprovar a Resolução CSJT nº 151 incorporando a modalidade do teletrabalho às práticas dos Tribunais Regionais do Trabalho e das Varas do Trabalho, bem como do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Em São Paulo, o Secretário de Estado do Meio Ambiente Bruno Covas – como parte da estratégia oficial para mitigação de emissões de gases do efeito estufa e controle da poluição do ar – publicou em 2013 um abrangente relatório sobre o Teletrabalho, contendo recomendações de políticas de fomento ao trabalho a distância no Estado – uma espécie de Livro Branco do Teletrabalho no Brasil. Desafortunadamente, não foi dada a merecida importância e publicidade à medida. Devido a resistências pontuais na burocracia governamental, não foi levada a cabo a idéia original de estabelecer um programa-piloto, visando a dar o bom exemplo a outras empresas do governo e à sociedade. Dessa forma, os programas sugeridos nesse relatório - assim como outras medidas essenciais previstas para redução das emissões de poluentes e gases do efeito estufa no setor dos transportes - ainda aguardam o necessário impulso da gestão que sucedeu o visionário (nesse tema) Secretário Covas.

A Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades – Sobratt contribuiu decisivamente com a indução dessa iniciativa do então Secretário Bruno Covas, chamando a atenção para o importante papel estratégico dessa medida no cumprimento das leis ambientais estaduais de mudanças climáticas e controle da poluição veicular, ambas concebidas e coordenadas por essa Secretaria, por meio de sua Agência Ambiental. Aprendemos na Sobratt, ao estudar o material científico sobre o tema, que o Teletrabalho tem potencial de redução de 10 a 20% dos deslocamentos corporativos motorizados – o que não é pouco, convenhamos. Raras são as estratégias de controle de emissões veiculares com eficiência maior. Além disso, reduzindo os congestionamentos, reduz-se também de modo significativo os fatores de emissão de poluentes e de consumo de combustível da frota remanescente em circulação, dado o aumento da fluidez e velocidade média do tráfego.

 

 

 

 

Trata-se de um jogo de ganha-ganha com vantagens ambientais de todos os lados - e muitos outros benefícios econômicos para as empresas e trabalhadores envolvidos. Confira neste endereço:

http://www.ambiente.sp.gov.br/wp-content/uploads/2013/09/Teletrabalho_e_Teleatividades_SMA_Ago20131.pdf

Olimpio Alvares é consultor ambiental em transporte sustentável e emissões veiculares; é membro fundador e coordena atividades da Comissão de Meio Ambiente da Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP e Diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Sobratt – Sociedade Brasileira de TeleTrabalho e Teleatividades

<< Voltar