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06/06/2018 – “ECOS DO CAOS” – A crise da mobilidade urbana decorrente da greve – A contribuição do teletrabalho (06/06/2018)

Além de outros graves problemas advindos de greve dos caminhoneiros – desabastecimento, não atendimento dos clientes, prejuízos financeiros, impacto atual e futuro na economia, e tantos outros, as empresas se depararam com uma questão extremamente adversa, a dificuldade de deslocamento dos funcionários para o trabalho. Com todo o tipo de transporte afetado pela paralisação, tornou-se praticamente impossível chegar ao local de trabalho.

As diversas alternativas adotadas por boa parte das empresas - desde o não pagamento dos dias ausentes (!!!), passando por reembolsar os funcionários por viagens de taxis e uber (que também não estavam rodando…), concessão de folgas, utilização do banco de horas etc., não solucionaram o problema.

Essas alternativas nem sempre contemplaram as possibilidades e necessidades dos funcionários, que, além de passarem pelo desconforto pessoal que a situação no seu aspecto geral trouxe, ainda tiveram que se sujeitar a soluções que não atendiam às expectativas de encaminhamento do problema.

Por outro lado, muitas empresas adotaram o Teletrabalho como solução para enfrentar o problema que a falta de mobilidade colocou. Para as empresas que já adotavam a prática para alguns dias da semana, bastou estendê-la para os demais dias.  Mesmo os funcionários que não estavam enquadrados no regime de Teletrabalho (com a exceção, óbvia, das funções caracterizadamente presenciais) foram orientados e instruídos a trabalhar de suas residências.

Os resultados obtidos foram extremamente satisfatórios, não só na perspectiva da continuidade das operações das empresas, mas principalmente no que toca ao impacto causado junto aos seus funcionários – a percepção de que a empresa se preocupa genuinamente com eles; isso reforça muito o vínculo dos mesmos com a organização.

Se já não faz o menor sentido as pessoas se deslocarem, muitas vezes por três ou mais horas, seja no transporte público ou em automóveis, para executar atividades que podem perfeitamente ser realizadas em sua casa com a ajuda da tecnologia, muito menos sentido faz as pessoas encararem o caos e os riscos ocasionados pela greve para ir e voltar ao trabalho. Não é a pessoa que deve ir ao trabalho. É o trabalho que deve ir às pessoas.

Essa foi uma das grandes lições que esta crise trouxe para as empresas – o Teletrabalho como solução para problemas da natureza que esse recente nos trouxe – a solução mais apropriada para os problemas de transporte das pessoas; exatamente porque o Teletrabalho, “destransporta” as pessoas, evitando que elas se desloquem!

O episódio demonstrou claramente que é muito simples se sair de uma CRISE. Basta tirar uma letra da palavra, e transformá-la em CRIE. E foi isso que as empresas inteligentes fizeram, adotando o Teletrabalho nesse episódio.

Por Cleo Carneitro – Presidente SOBRATT e Diretoria SOBRATT

 

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