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03/12/2014 – Aquecimento global e o mundo corporativo (03/12/2014)

Não é folclore. Nos Estados Unidos, a modalidade se tornou, há tempos, medida obrigatória de controle da poluição do ar e consumo de combustíveis fósseis – responsáveis pelo terrível aquecimento global. Pela lei, as empresas do governo tem que relatar anualmente em detalhes como reduziram sua quilometragem motorizada corporativa em um percentual mínimo obrigatório (que pode ultrapassar 12%), por meio do trabalho a distância. Entre as empresas privadas, a prática cresce e cresce – por seus próprios méritos, mas também, em parte, por alguns empurrõezinhos de políticas públicas certeiras. No Brasil, as recentes leis que determinam metas ousadas de redução de emissões de dióxido de carbono (CO2) de origem fóssil (queima de derivados do petróleo), em breve, estarão batendo à porta das empresas públicas e privadas. 

 

Dizem as pesquisas que esta antiga forma de subordinação trabalhista também cresce muito por aqui. Não há mais entraves trabalhistas. Caíram todos os mitos. E é simples assim: se o Teletrabalho não funciona, reverta-se o trato – e mais atenção às próximas contratações!

Para quem tem o perfil adequado, trabalhar em casa, quando a atividade permite, além dos muitos benefícios para empresa e empregados, reduz as entediantes viagens motorizadas, diminui os congestionamentos – sempre insalubres e perdulários - reduz o absenteísmo, os acidentes, as ocorrências policiais, a poluição do ar cancerígena - que aqui em São Paulo mata mais que os acidentes de trânsito -, e ainda, diminui o stress e abate o famigerado ruído urbano, que, segundo a ciência ótica, nos deixa a cada jornada no tráfego um pouquinho mais surdos. Trabalhar em casa também contribui para desafogar o saturado sistema de transporte público – em alguns casos, é sabido, prá lá de indigno.

Mas, para aceder a esse ganha-ganha-ganha é preciso contar com a competência de quem sabe organizar-se para produzir em casa, e do chefe, é claro, que faz o follow-up do produto. Esse último, se boiava preguiçosamente num – muito comum - parque jurássico mental, terá agora que acordar, pois será mais exigido pela direção, sempre ávida por melhores resultados. Aí reside o pulo do gato do ganho de produtividade em toda a cadeia. O Teletrabalho nas pontas induz a empresa a se estruturar e medir melhor a produção intelectual, em todos os elos da corrente de responsabilidade.

As corporações evoluem; e a sua?

 

Olimpio Alvares - Olimpio Alvares é engenheiro,  Diretor da L´Avis Eco-Service Consultoria em Emissões e Transporte Sustentável, Diretor de Meio Ambiente, Sustentabilidade da SOBRATT – Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades e membro-fundador da Comissão de Meio Ambiente da ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos

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