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01/06/2016 – Empresas flexíveis, trabalhadores felizes (01/06/2016)

Quanto mais responsabilidade demonstrada, mais liberdade concedida

A conciliação trabalho-família não deixa de ser motivo de preocupação tanto do empregador quanto do empregado. Esta situação levou as companhias a quebrarem paradigmas enraizados na cultura empresarial e a iniciar uma lenta migração para opções mais elásticas, com resultados equivalentes ou até superiores.

Ainda falta mais consciência, mas as novas gerações de pais estão percebendo que o tempo para a família é vital e que, algumas vezes, é preciso sacrificar um pouco do status sócio-econômico em prol de outros valores mais elevados. Muitas empresas também já compartilham a ideia de que o capital humano é a chave da sua produção – e de que, se as pessoas e suas famílias estão bem, a organização também estará.

O ponto de convergência entre o trabalho e a dimensão pessoal-familiar é a flexibilidade laboral: a possibilidade de trocar esquemas rígidos demais por outros mais abertos, capazes de manter e até aumentar o rendimento.

Dentro dessa flexibilização, uma das questões mais controversas é a dos horários ou jornadas de trabalho, que, segundo os trabalhadores, impedem o equilíbrio harmonioso entre trabalho e família.

Opções de flexibilidade laboral

Entendemos por flexibilidade laboral a “faculdade da empresa de modificar a sua organização atendendo a critérios de mercado ou a condições de seus empregados”, explicam os especialistas do site chilenoEmprendedores.cl, que sugerem um “menu de possibilidades” para tornar mais fácil a relação trabalho-família:

  • Jornadas de meio período: podem significar diminuição de renda para o empregado, mas são adequadas para quem precisa cuidar de pessoas idosas, com deficiências ou filhos em idades vulneráveis. Algumas teorias consideram que esta modalidade pode ser mais eficiente que a jornada completa, já que, contando com menos horas para realizar as suas funções, o empregado as usa com mais efetividade, organizando melhor o uso do tempo.

  • Trabalho remoto: o “home office” e o trabalho à distância ganham cada vez mais força graças aos avanços tecnológicos, facilitando a conciliação entre o trabalho e a vida de família.

  • Trabalho por objetivos: baseia-se no cumprimento de tarefas e não, estritamente, em preencher horas de trabalho. Cada um é responsável pelos seus objetivos e estabelece o seu horário dependendo da carga de trabalho que consegue absorver em cada momento.

  • Soluções para os pais: grandes empresas têm oferecido aos trabalhadores soluções práticas focadas em sua família, como creches e lugares de entretenimento para as crianças. Trata-se de alternativas seguras para o caso de imprevistos domésticos ou na escola dos filhos.

O compromisso do empregado

Embora existam métodos para que as empresas monitorem a gestão do tempo e das tarefas de cada funcionário, a flexibilização proporciona um alto grau de compromisso por parte do trabalhador, abrindo espaço para a sua prática da honestidade e da responsabilidade.

A lógica é semelhante à que os pais de família adotam com seus filhos adolescentes: quanto mais responsabilidade demonstrada, mais liberdade concedida. Os resultados são bons para todos.

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