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01/04/2016 – Trabalho em transformação

Pesquisa aponta que 35% dos profissionais não acreditam que suas funções existirão em cinco anos.
 
Mais de um terço dos trabalhadores do conhecimento (35%) acredita que as funções que exercem atualmente não existirão daqui a cinco anos. Já 65% acham que seus papéis não serão os mesmos. Essas conclusões foram reveladas no estudo Way We Work (A Forma que Trabalhamos) encomendado pela Unify, que entrevistou 9 mil profissionais nos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.
 
Trabalhadores do conhecimento, conforme definido nesse contexto, são funcionários cujo principal capital é o conhecimento para tomadas de decisões em empresas, por exemplo. Ou seja, trabalhadores que aplicam seu conhecimento teórico em ações práticas, em decisões com impacto no resultado do negócio – seja no meio acadêmico, corporativo ou governamental. Os entrevistados são principalmente gerentes e diretores de diversos segmentos, como saúde, educação, financeiro, automotivo e energético. Para o estudo Way We Work, os profissionais do conhecimento selecionados também são aqueles que tiveram envolvimento com a tecnologia em seus trabalhos rotineiros.
 
O estudo constatou que o trabalho remoto é a nova realidade para muitas equipes. Mais da metade dos profissionais (52%) disse que trabalha em equipes virtuais (distribuídas por escritórios e localidades). Eles também consideram isso algo positivo: de acordo com 42% dos entrevistados, as equipes remotas podem ser mais eficazes do que as que trabalham frente a frente, e quase metade (49%) relatou que suas organizações trabalham usando tecnologia e ferramentas de comunicação, e não em escritórios e localidades diversas. E mais de um terço (36%) sugere que o pensamento criativo é uma das maiores vantagens de trabalhar com pessoas fora das equipes tradicionais, localizadas fisicamente longe de seus ambientes. Equipes remotas também estão sendo viabilizadas pela tecnologia de nuvem, com mais da metade dos profissionais do conhecimento (57%) sugerindo que usam ferramentas sob demanda (por exemplo, baseadas na Internet/nuvem) para trabalhar em equipe, fazer gestão de projetos ou colaborar virtualmente.
 
"Hoje, os profissionais do conhecimento têm uma liberdade inigualável para se conectar e se engajar com outros usuários. Isso foi garantido a eles, em geral, por meio da tecnologia", diz Jon Pritchard, CEO da Unify. "O estudo Way We Work mostra o impacto significativo que a tecnologia, a tendência da transformação digital e economia de demanda estão tendo atualmente no local de trabalho. Acreditamos que os profissionais do conhecimento vão cada vez mais querer definir como, quando e onde trabalharão. Cabe às empresas permitir esse comportamento, administrar essas novas rupturas e mudar", completa.
 
Enquanto as funções dos profissionais do conhecimento estão em evolução, o local de trabalho como conhecemos também está passando por uma rápida mudança. O estudo sugere que o trabalho já não é mais apenas um lugar para onde você vai ou quer ir. Em média, os profissionais entrevistados passam um quinto (20%) do tempo fora do ambiente de trabalho tradicional, e 27% quer passar 26-50% do tempo dessa maneira. Uma parcela de 69% também sugere que ter um único escritório como local de trabalho físico é menos importante do que já foi no passado. Além disso, 74% acreditam que a tecnologia digital, a Internet e as mídias sociais mudaram fundamentalmente a forma como se comportam no ambiente de trabalho. No entanto, os escritórios ainda não morreram: apenas 7% dos profissionais do conhecimento dizem que gostariam de passar 75-100% do tempo fora do ambiente de trabalho tradicional – provando que ainda há um lugar para as mesas.
 
Os trabalhadores do conhecimento também têm uma ideia clara do que querem de seus ambientes de trabalho. Em suas funções atuais, os profissionais descrevem suas empresas como bem sucedidos (30%), colaborativas (28%) e construtivas (26%). No entanto, isso está muito longe do ideal – os entrevistados ainda querem que seus locais de trabalho sejam bem sucedidos (51%), mas também criativos (50%), interessantes (45%) e inovadores (41%).
 
Fonte: CALLCENTER.inf.br

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